Mostrar mensagens com a etiqueta História de D.Pedro e D.Inês. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História de D.Pedro e D.Inês. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de fevereiro de 2009

História de D.Pedro e D.Inês

Beatriz de Portugal

Inês de Castro e o Rei D. Pedro I de Portugal tiveram alguns filhos e filhas, entre eles Beatriz de Portugal, que nasceu em Coimbra entre 1347 e 1351, embora não se tenha muito bem a certeza do dia e ano em que nasceu. Pouco se sabe desta mulher e, para sermos sinceras, nem sequer conseguimos encontrar um retrato dela! Talvez fosse bonita e loura, como a mãe…

Alguns historiadores consideram Beatriz como uma filha ilegítima de D. Pedro I e, por isso mesmo, o título de Infanta de Portugal nunca lhe poderia pertencer. É importante lembrarmos que um bastardo não tinha direito a praticamente nada, pois só os filhos oficialmente registados pelo pai podiam ter primazia às terras e heranças. No caso das mulheres, a vergonha ainda era maior, chegando ao ponto de nunca poderem casar, visto que eram olhadas como sendo “filhas do pecado”.Por outro lado, alguns dizem que após a morte de Inês de Castro, o Príncipe, que agora herdara o trono, admitiu que se tinha casado secretamente com Inês de Castro, afirmando, assim, que ela era uma Rainha Legítima de Portugal.

Beatriz de Portugal tornou-se Condessa de Albuquerque, quando se casou com D. Sancho, conde de Albuquerque. Acabou por falecer no ano de 1381.

Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Beatriz_de_Portugal,_Condessa_de_Alburquerque
Foto de D.João I, o meio-irmão de Beatriz:
http://forum-numismatica.com/viewtopic.php?t=13284

Por:Amélia Alves
Beatriz Mestre
Margarida Machado

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

História de D.Pedro e D.Inês

Diogo Lopes Pacheco

Pouco se sabe desta personagem histórica. Diogo Lopes Pacheco, nasceu no ano de 1302 e faleceu no ano de 1383. Foi fidalgo da Corte e conselheiro do rei D. Afonso IV. É conhecido por ter participado no assassinato de D. Inês de Castro, ocorrido em 1355, assassinato este que teve também a colaboração de Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves. Diogo Lopes Pacheco estava convencido que Inês de Castro “estava feita” com a Coroa castelhana, e a sua ascensão ao trono poderia significar a perda da independência de Portugal.
Com a subida de D. Pedro I ao trono de Portugal, os assassinos temeram a vingança do rei e, assim, os três fidalgos procuraram refúgio em Castela.
Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves foram julgados em Santarém. Porém, Diogo Lopes Pacheco conseguiu fugir para Avinhão e escapar assim ao destino cruel dos seus companheiros.
Diogo Lopes Pacheco voltou para Portugal, vindo a desempenhar funções diplomáticas. Contudo, não concordou com o novo monarca, D.Fernando, ter contraído matrimónio com Leonor Teles, mais uma castelhana. Por isso, teve que fugir uma vez mais. Convenceu D.Henrique II de Castela a cercar Lisboa, ideia essa que não teve lá muitos bons resultados… Apesar de tudo, foi perdoado e faleceu em Lisboa, no ano de 1383.


Para saberes mais:
Por: Amélia Alves
Beatriz Mestre
Margarida Machado

sábado, 24 de janeiro de 2009

História de D.Pedro e D. Inês

Quem foi Inês de Castro?

D. Inês de Castro nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza e faleceu a 7 de Janeiro de 1355 em Coimbra. D. Inês de Castro foi sepultada no Mosteiro de Alcobaça. O seu pai chamava-se Pedro Fernandes de Castro, e a sua mãe Aldonça Lourenço de Valadares. D. Inês de Castro era uma nobre galega que foi amada por D. Pedro I de Portugal, e foi mãe de quatro filhos.

Romance com D. Pedro

Em 1339 teve lugar o casamento do príncipe Pedro, herdeiro do trono português com Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, príncipe de Vilhena e Escalona, duque de Penafiel, tutor de Afonso XI de Castela, e neto do rei Fernando III de Castela. Uma das aias de Constança, D. Inês de Castro, captou o olhar do futuro rei de Portugal. Este romance começou a ser comentado e mal aceite na Corte e pelo próprio povo.
O rei, então, mandou exilar Inês no castelo de Albuquerque, em 1344, na fronteira castelhana. No entanto, a distância não apagou o amor entre os dois e, segundo a lenda, continuavam a corresponder-se com frequência.
Em Outubro do ano seguinte, Constança morreu ao dar à luz o futuro rei Fernando I de Portugal. D. Pedro, agora viúvo, mandou Inês regressar do exílio e os dois foram viver juntos no seu palácio real, o que provocou grande escândalo na corte, para enorme desgosto de El-Rei seu pai. Começou então uma desavença entre pai e filho.


El-Rei D. Afonso IV tentou corrigir a situação, casando novamente o seu filho com uma dama de sangue real. Mas Pedro rejeitou este projecto, alegando que sentia ainda muito a perda de sua mulher Constança. Por isso, não conseguia ainda pensar em casar de novo…
No entanto, fruto dos seus amores, Inês foi tendo filhos de D. Pedro: Afonso em 1346 (que morreu pouco depois de nascer), João em 1349, Dinis em 1354 e Beatriz em 1357.

Assassinato de D. Inês

Súplica de Inês de Castro

Depois de alguns anos no norte de Portugal, Pedro e Inês tinham regressado a Coimbra e se instalado no Paço de Santa Clara. Mandado construir pela avó de Pedro, a Rainha Santa Isabel, foi neste paço que esta rainha vivera os últimos anos, e foi o seu desejo que este lugar se tornasse na habitação exclusiva de reis e príncipes e seus descendentes, com as suas esposas legítimas.
Havia boatos de que o príncipe tinha-se casado secretamente com Inês de Castro. Na família real, um incidente deste tipo assumia graves implicações políticas. O rei D. Afonso IV decidiu que a melhor solução seria matar a dama galega. Na tentativa de saber a verdade, o rei ordenou dois conselheiros seus dizerem a D. Pedro que ele podia casar-se livremente com a sua amada, se assim o pretendesse. D. Pedro percebeu que se tratava de uma cilada e respondeu que não pensava casar-se com Inês.
A 7 de Janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e do povo e, aproveitando a ausência de D. Pedro numa excursão de caça, enviou Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco para matarem Inês de Castro em Santa Clara.
Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas que ali crescem seriam o seu sangue derramado.


Por: Amélia Alves
Margarida Machado
Beatriz Mestre