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quarta-feira, 11 de março de 2009

Um vestido para Inês

O enxoval

Na Idade Média, o casamento tornou-se um rito social muito importante, um instrumento fundamental para a reconstrução social e política. A igreja insistia cada vez mais na monogamia (um homem ou mulher estar casado só com um indivíduo) e reforçava muito o papel da noiva no casamento.
O enxoval, o conjunto de roupas e acessórios que uma noiva usava no seu casamento, trazido e exposto nesta cerimónia, era um sinal de honra que a mesma trazia da sua “casa-natal”. Apenas o funeral podia rivalizar com o luxo que era usado no casamento. Os casamentos revelavam sempre uma “competição” entre o lado da noiva e do noivo, sendo ela a “recompensa” final deste ‘torneio’ de valores.
Em algumas cidades alemãs, as prendas oferecidas ao noivo eram suficientemente valiosas para “ofuscar” a noiva. A Sul dos Alpes, tudo se focalizava nela e não no futuro dono da casa. No enxoval, contavam-se muitas túnicas de cintilante esplendor. Hipólita Sforza usou uma túnica com 8966 pérolas e 70 onças de ouro no seu casamento com Afonso de Aragão em 1465.
Dado que a importância do casamento fazia com que aumentasse o significado social dos enxovais, estes cresceram de tamanho e complexidade.
Os tecidos que eram usados no enxoval eram muito frágeis, tanto que se podiam desfazer em pó, pois tinham muitas aberturas. Dificilmente podia ser descosido e refeito para gerações futuras. Para além disso, os enxovais eram feitos de acordo com a moda da altura, e esta era muito variável, o que levava ao desperdício.

Fonte: História das Mulheres – Idade Média
De Georges Duby e Michelle Perrot
Edições Afrontamento


Por: Carolina Valente
Mariana Dias
Ana Bettencourt

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um vestido para Inês

Vestuário masculino

No post anterior, já tínhamos falado na bifurcação, a separação do vestuário feminino do masculino. Os homens, no século XIV, ainda se “arranjavam” mais que as mulheres deste século.

Os homens usavam meias longas, que cobriam toda a perna e que depois deram origem às calças justas. Usavam também um colete longo, chamado Gibão, um Codpiece, que pode ser considerado o antecessor da braguilha e que realçava o órgão sexual masculino (e nós a pensarmos que tinham sido as estrelas de rock a inventar este “truque”...). Usavam, também, um Houppeland, que era um manto amplo, longo ou curto, justo na cintura.
Usavam vários tipos de chapéus, inclusive um turbante drapeado chamado chaperon.

Quanto aos sapatos, estes eram muito pontiagudos (alguns chegavam a ter cerca de 15 cm de ponta!) Eram conhecidos por poulaines.


Fontes: http://modahistoria.blogspot.com/2008/06/sculos-xiv-e-xv-uma-nova-mentalidade.html
http://www.miniweb.com.br/Artes/artigos/o%20Vestu%E1rio%20na%20Idade%20M%E9dia.htm

Imagens retiradas do primeiro link

Por: Carolina Valente
Ana Bettencourt
Mariana Dias

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um vestido para Inês

O vestuário das mulheres

Durante o século XIV, as roupas ganharam muitas e novas formas: uma das características marcantes deste século é que as mesmas passaram a ter menos preocupação utilitária e mais apelo pela estética. Outra característica também muito importante é a chamada bifurcação – a diferenciação das roupas femininas das roupas masculinas. Apesar de tudo, os homens tinham cabelos compridos, perfumavam-se e maquilhavam-se como uma mulher. Uns metrossexuais antes do tempo…
Várias pessoas acreditam que foi neste período que surgiu a moda.
Neste século, a maioria das mulheres usava o chamado Cotehardie:



Era constituído por um vestido muito justo na parte interior, um vestido amplo ou sobre-túnica na parte exterior, aberturas localizadas, normalmente nas mangas, cintura alta, abaixo do peito, a saia do vestido, que se vai abrindo a partir da cintura, com bastante volume e um decote bastante acentuado. Este estilo ficava “a matar” nas grávidas. Uma mulher “de esperanças” era sempre considerada bela, neste tempo!

Na cabeça, usavam penteados coniformes – dois cones – e chapéus – cones afunilados, também chamados de hennins , com véus. Normalmente, usavam o cabelo puxado para trás o mais possível.

Nesta obra de Jan Van Eyck, chamada “O Casamento de Giovanni Arnolfini e Giovanna Cenami", conseguimos ter uma imagem da moda deste tempo.

Fontes: http://modahistoria.blogspot.com/2008/06/sculos-xiv-e-xv-uma-nova-mentalidade.html

http://www.modaeconsultoria.com.br/consultoria/320

Por: Carolina Valente
Mariana Dias
Ana Bettencourt

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Um vestido para Inês

Status social e moda.

Desde os primórdios da história, as pessoas usaram a roupa e a moda para indicar o seu status social. Pessoas de classes altas ainda hoje usam roupas mais sofisticadas e complexas, bem como jóias caras, para indicar riqueza.
Durante o século XIV, as roupas das classes dominantes ganharam muitos enfeites e acessórios, tais como botões e cintos revestidos de pedras preciosas. Os tipos de tecido variavam muito pelas classes sociais: as classes muito ricas vestiam seda, veludo, cetim, tecido fiado a ouro e prata, canhões de ló, renda e enfeitavam as roupas com peles mais valiosas. Quanto às “classes médias” (o mais correcto será utilizarmos o termo “Burguesia”), esta vestia roupas de lã e linho, ao passo que as classes pobres vestiam roupas de peles de cabra, carneiro ou lobo.
Não havia propriamente aquilo que nós chamamos “tendências”: um estilo podia durar décadas e quase sempre era ditado pelos caprichos dos reis e rainhas poderosos. Os pobres usavam as mesmas roupas durante toda a vida, por isso, os tecidos deviam ser bastante resistentes. Era normal, também, o vestuário passar de pais para filhos.
Já agora, uma curiosidade: a falta de higiene era tanta que uma bela e rica peça de vestuário só conseguia ser usada, no máximo, dez-quinze vezes. As roupas dos nobres eram, sem dúvida, muito bonitas, mas era extremamente difícil lavá-las. Daí que, no fim deste prazo, era comum os senhores oferecerem essas roupas aos criados, pois o cheiro era insuportável…


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roupa

http://web.educom.pt/arquivo/por-mares/vestuario.htm

Por: Ana Bettencourt
Carolina Valente
Mariana Dias