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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lisboa de Inês e Pedro

A Peste Negra

A Peste Negra consistia numa doença que era causada pela bactéria Yersinia Pestis. Esta era transmitida ao ser humano através das pulgas e pelos ratos-pretos. A Peste Negra provocava feridas e, à volta delas, podíamos reparar num alastramento de grandes manchas negras. Pensa-se que um terço ou metade da população europeia tenha morrido vítima desta horrível doença. Muita gente afirma que foi na Ucrânia que esta epidemia apareceu pela primeira vez. Mais tarde, chegou também a Portugal, afectando assim muitos Portugueses. A epidemia atacou primeiro as zonas da costa de Lisboa, espalhando-se, como rastilho de pólvora, para o interior do país. Atacou tudo e todos: palácio, conventos, cabanas, tudo. Reza, assim, um documento da época: “(No ano de 1348) por São Miguel de Setembro se começou esta pestilência; foi grande a mortandade pelo mundo assim que igualmente morreram as duas partes das gentes. Esta mortandade durava na terra por espaço de três meses, e as mais das doenças eram inchaços que tinham nas virilhas, e sob os braços. E as demais das gentes também as que morreram, como as que ficaram, todos houveram estas dores”. (Citação retirada do Livro da Noa, de Santa Cruz de Coimbra).
A falta de mão-de-obra contribuiu para uma série de reformas sociais.
Imagem do filme Sétimo Selo retirada de: http://neurovisao.blogsome.com/2007/02/
Já agora, aqui vai um excerto do filme Sétimo Selo, de Ingmar Bergman, um filme que fala precisamente da peste negra!
Por: Maria Rebocho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Lisboa de Inês e Pedro

As casas e as Ruas

No Século XIV, as casas estavam sujas. Eram cabanas tão frágeis que, quando havia tempestades, facilmente “se desmanchavam”.
Os habitantes dormiam em cima uns dos outros, visto que as famílias eram muito grandes. O vidro, esse, era um luxo dos ricos. Por isso, os pobres usavam antes “persianas” de madeira. As velas também eram necessárias, pois não havia electricidade. As populações, para se aquecerem, usavam a madeira.
Não havia higiene nas ruas. Havia uma grande quantidade de lixo, nas mesmas. Além disso, como não havia água canalizada, o banho não era um hábito dos cidadãos. Quanto às casas de banho, estas pura e simplesmente não existiam. Com efeito, um bom sistema de esgotos só será realizado em Lisboa séculos depois.
Por fim, os lisboetas tinham que conviver com todo o tipo de germes e bichos, que muitas vezes espalhavam doenças contagiosas. Na verdade, a esperança de vida de um Português não chegava aos trinta anos…

(fotografia da Igreja do Carmo (século XIV, retirada do site http://mjfs.wordpress.com/category/portugal/page/29/)

Informações sobre a Sociedade do século XIV:
profs.ccems.pt/MariaJose/Historia/Portugal%20no%20século%20XIV.ppt –


Por: Maria Rebocho